Qual fator pode contribuir para a ocorrência de acidente no trânsito?
- pneus descalibrados, e freios e amortecedores em mau estado de funcionamento✓ correta
- pneus com profundidade de sulcos dentro dos padrões mínimos exigidos pela especificação
- suspensão em bom estado de funcionamento e pneus novos ou em boa conservação
- nível de fluido do freio dentro dos níveis mínimos exigidos pela especificação técnica do veículo
AlternativaA— pneus descalibrados, e freios e amortecedores em mau estado de funcionamento
Alternativa **A** — pneus descalibrados e freios/amortecedores em mau estado. Isso contribui para o acidente porque reduz a estabilidade e a capacidade de frenagem/controle do veículo, aumentando a distância de parada e o risco de perda de aderência e de manobras seguras.
Na prova teórica (DETRAN), questões de Direção Defensiva costumam relacionar “fatores contribuintes” aos acidentes com falhas no veículo, no comportamento e no ambiente. O foco é identificar o que aumenta o risco em vez do que mantém a segurança.
Por que essa questão cai na prova
Direção defensiva cobra a associação entre **condições desfavoráveis** (manutenção inadequada) e o aumento do risco de colisão. Na prática, problemas como baixa calibragem dos pneus e desgaste/defeito de freios e amortecedores comprometem diretamente: (1) aderência do pneu ao pavimento, (2) eficiência de frenagem e (3) estabilidade/direcional em curvas e em pistas irregulares — fatores que elevam a chance de acidente.
Base legal — CTB 2026
- Artigo
- Art. 28
- Lei
- Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro)
- Texto legal
- O CTB determina que o condutor deve conduzir o veículo com atenção e cuidados indispensáveis à segurança. Além disso, o veículo deve estar em condições de segurança para circular, o que inclui manutenção que não comprometa direção, frenagem e estabilidade.
- Observação
- A questão é de Direção Defensiva e não depende de um único artigo “sobre pneus descalibrados”; ela se fundamenta na obrigação geral do art. 28 (atenção e cuidados) e no dever de circular com veículo em condições seguras (princípios do CTB). Alterações como a Lei 14.071/2020 (prazos e regras de CNH/pontuação/cadeirinha) não mudam o conteúdo da lógica de risco veicular.
Como identificar na prova
Procure no enunciado palavras como **“fator que pode contribuir”**, **“ocorrência de acidente”** ou “aumenta o risco”. Nas alternativas, identifique qual mistura **manutenção inadequada/condição ruim** (ex.: “descalibrados”, “mau estado”, “defeito”, “desgaste”) — essas são as pistas para a resposta. Alternativas com condições adequadas (“dentro dos padrões”, “em bom estado”, “níveis mínimos”) tendem a ser distratores.
Erros mais comuns
- Escolher alternativa que parece técnica, mas descreve situação segura (ex.: sulcos/pneus dentro do mínimo, suspensão boa). Isso não é “fator contribuinte” para acidente.
- Ignorar que pneus descalibrados e problemas em freios/amortecedores afetam controle e distância de parada, tratando como detalhe de conforto em vez de segurança.
- Confundir “profundidade de sulcos dentro do mínimo” com “condição de risco”. Mesmo com sulcos dentro do mínimo, **outros defeitos** (como calibragem e freios) podem elevar o risco.
- Assumir que qualquer problema do veículo é apenas desgaste estético; em direção defensiva, a cobrança é sobre impacto na **segurança** (aderência, frenagem e estabilidade).
Resumo em 3 segundos
- A alternativa correta indica **condições veiculares prejudiciais** (pneu descalibrado, freios e amortecedores em mau estado).
- Pneus e sistema de frenagem impactam diretamente **aderência, estabilidade e distância de parada**.
- Direção defensiva na prova valoriza identificar **o que aumenta o risco** em vez do que mantém padrões.
- Alternativas com “dentro do mínimo” e “em bom estado” geralmente são distratores.
Conteúdo pedagógico revisado com base no Código de Trânsito Brasileiro vigente em 2026 — última atualização: 2026-07-15.